O mercado de PCs fechou 2009 com cerca de 11 milhões de unidades vendidas. O trimestre que mais comercializou notebooks e desktops no ano passado foi o último, com 3,1 milhões de computadores vendidos, e o trimestre menos expressivo foi o primeiro, com 2,1 milhões. Esses dados fazem parte da pesquisa Brasil Quarterly PC Tracker da IDC, líder em inteligência de mercado, consultoria e eventos nos mercados de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. A previsão é que em 2010 o mercado de PCs deva crescer aproximadamente 16%, atingindo cerca de 12,8 milhões de unidades comercializadas, com destaque para o aumento nas vendas de computadores portáteis, tanto notebooks, como netbooks.
Segundo Luciano Crippa, analista do setor de PCs da IDC, um dos destaques do estudo é que o crescimento da categoria de notebooks foi de aproximadamente 20% do que o registrado em 2008, impulsionado pelas compras dos usuários domésticos, Governo e do setor de Educação. “As medidas que foram tomadas pelo governo como a isenção de tributos e impostos para o segmento de PCs e a facilidade de novas linhas de crédito, principalmente no varejo e nos programas nacionais de inclusão digital para professores, propiciaram esse crescimento. Dentro dessa categoria percebemos que o consumo dos notebooks por usuários domésticos cresceu quase 36%, diferente do que foi registrado na área corporativa, que teve uma queda de 16%. Se não fosse essa retração, o número de vendas de notebooks teria sido bem maior”, explica Crippa. Já a categoria de desktops teve queda de 16%, considerando a soma dos mercados doméstico e corporativo. “No segmento doméstico é um resultado claro da substituição dos desktops pelos portáteis, que oferecem mobilidade, portabilidade e autonomia de bateria cada vez maior”, explica Crippa.
Ainda segundo o estudo, o mercado brasileiro de computadores sofreu uma queda de 6,4% em relação a 2008 devido ao baixo investimento do segmento corporativo no setor. “O mercado brasileiro de PCs nunca havia sofrido queda de vendas no comparativo ano a ano, mas no ano passado, por conta da crise financeira mundial, as empresas cortaram recursos e postergaram a compra de equipamentos para 2010 e 2011”, diz Crippa. Outros fatores que influenciaram a retração foram as oscilações do câmbio e do PIB, que estão ligados diretamente ao mercado de TI.
Outro dado do estudo é que em 2007 e 2008 o cenário mostrava usuários da classe C comprando o primeiro desktop e os usuários das classes A e B começando a se familiarizar com os notebooks e aceitando melhor essa tecnologia. Em 2009, as vendas do primeiro computador continuaram crescendo na classe C com a compra do primeiro desktop, porém, esse público também já começa a comprar o primeiro notebook. Já as classes A e B, deixaram de comprar desktops para adquirir notebooks para um segundo ou terceiro membro da família.
Além disso, segundo o estudo Brasil Quarterly PC Tracker da IDC, o mercado cinza registrou uma queda em 2009 de 3 pontos percentuais frente a 2008. A previsão é que em 2010 a comercialização nesse setor seja ainda menos expressiva devido a legalização das marcas importadas, que buscam entrar no mercado nacional via distribuidores.
Para saber mais sobre o estudo: http://www.idclatin.com/email_mkt/pc_tracker_10/emkt_bra_10_pc.html
[...] A soma de redução de impostos, queda do dólar, aumento do crédito e facilidades de financiamento fizeram crescer as vendas de computadores de mesa no país em 2009. E a de notebooks, produto que até bem pouco tempo era item de luxo, se popularizou e as vendas aumentaram 20% em 2009. [...]