É indiscutível o quanto Street Fighter foi revolucionário na história dos games. O jogo definiu parâmetros e até hoje é considerado por muitos a melhor experiência nesse estilo. Sendo assim, as expectativas com relação a Street Fighter 4 eram as maiores possíveis, por inserir a série na nova geração (e por sair da linha Zero, que ficou em evidência na época do Playstation One).
E o jogo faz duas coisas que podem parecer opostas, mas que são a melhor combinação possível nesse caso: é um avanço e, ao mesmo tempo, uma volta às origens. Respeitando os elementos clássicos da série, o jogo religiosamente proporciona uma jogabilidade fiel a dos primeiros episódios. E traz também os personagens que remetem a essa era antiga: Ryu, Ken, Chun-Li, Guile, Vega, Mr. Bison, Dhalsim, Sagat, Blanka, Zhangief e E.Honda, entre outros. Há alguns novos na turma, como o cômico El Fuerte, Rufus e Abel (que faz um tipo meio Balrog, também presente no game). Do lado vilanesco, as novidades principais são Crimson Viper, envolvida com as tramóias de Mr. Bison, e Seth, o chefão da vez, que reúne características de todos os personagens (e que pode ser um tanto quanto irritante, devido a sua dificuldade até mesmo no Easy).
Os modos de jogo são os tradicionais: Arcade, Versus, Survival, Time Attack e Practice Mode. É possível ainda participar de partidas online, escolhendo seu jogador e lutando contra pessoas do mundo inteiro. O destaque maior, como sempre, é o modo Arcade. Nessa edição, a história de todos os personagens são interligadas ao ponto de que o prólogo e o epílogo de cada um deles formam, numa sequência específica, uma animação completa. Isso é interessante porque, se você não segue a ordem dos vídeos
(que pode ser acessada na galeria do jogo), a história fica não-linear, atiçando o jogador a terminar com mais personagens para saber o que acontece antes ou depois daquilo que ele já assistiu. Nas lutas, as novidades ficam por conta do Focus Attack, golpe forte que pode ser aplicado para cancelar ataques ou atordoar o adversário e os especiais, de dois tipos: o normal, cuja barra enche à medida que você bate e o Ultra Combo, que é carregado conforme você sofre golpes. Nesse último, há sequências com takes cinematográficos, destacando os golpes com efeitos e poses dos personagens.
Na parte gráfica, Street Fighter 4 dá um show. Tanto os personagens quanto cenários são muito detalhados, numa mistura de 3D com desenho (sempre respeitando a estrutura 2D das lutas). As animações do modo Arcade são em anime, diferente da abertura, que apresenta uma CG toda estilizada e mais próxima dos gráficos reais do jogo. A trilha sonora também não deixa a desejar, se encaixando perfeitamente no clima das lutas.
Além dos personagens iniciais, há ainda vários outros que podem ser destravados, como Sakura, Rose, Cammy, entre outros. O destaque, porém, vai para Akuma, Gouken (mestre de Ryu e Ken) e o chefão Seth. Esses últimos, porém, dão um pouco mais de trabalho, sendo que você já tem que ter terminado com todos os outros para
assim tentar liberá-los.
Com Street Fighter 4, a Capcom mantém sua posição de destaque na indústria de games e nos proporciona uma experiência competente. Se não for o melhor, pelo menos é um dos melhores jogos de luta dessa geração. E, em breve tem mais: SUPER Street Fighter 4 vem aí. E promete melhorar ainda mais o que já é incrível.
